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Análise: "Trump privatiza, sem perder o controle"

Postado às 10h10 | 05 Ago 2025

Ney Lopes

Pelo menos uma dúvida surge. Quem tem razão? A esquerda, que protege indiscriminadamente a empresa do governo nas privatizações, ou aqueles que consideram, em certos casos, a empresa estatal um ônus, que deve ser entregue à iniciativa privada? Trump, ícone da direita, recentemente deu uma lição aos seus admiradores incontidos. Vejamos o que aconteceu.

A icônica siderúrgica americana de 122 anos, US Steel, acaba de legalizar a sua venda definitiva à japonesa Nippon Steel por US$ 15 bi (100% das ações). A empresa era lucrativa, mas enfrentou fases de prejuízos. Com a estrutura jurídica de uma empresa estatal de capital aberto, as suas ações eram negociadas na bolsa de valores.

A empresa, que chegou a ser a maior do mundo, teve valor patrimonial superior ao orçamento dos EUA. Representou um dos primeiros grandes conglomerados e um símbolo do poderio industrial norte-americano. O seu proprietário Andrew Carnegie foi considerado o homem mais rico do mundo. Significava para os Estados Unidos, o mesmo que a PETROBRAS para o Brasil.

O governo Biden vetou a venda da empresa, alegando impedir que um dos maiores produtores de aço dos Estados Unidos ficasse sob o controle estrangeiro, condição que “criaria riscos para nossa segurança nacional e nossas cadeias de suprimentos críticas”. Na campanha presidencial, Trump disse repetidamente, que não acreditava que uma empresa estrangeira deveria controlar a US Steel.

Ao assumir o governo, mudou de opinião.

Ele concordou com a venda, mediante a expedição de “ação de ouro” em favor do governo, para proteger a economia. Será permitido que o presidente dos EUA nomeie um dos três membros do conselho e forneça autoridade de veto sobre decisões corporativas, incluindo a nomeação dos outros membros do conselho. O presidente terá poder de veto sobre qualquer decisão de paralisação de fábricas, redução da produção ou do quadro de funcionários.

Choradeira

Quando ocorrerem no Brasil privatizações de estatais e os americanos protestarem, acusando controle estatal em demasia na empresa privatizada, há uma saída diplomática e comercial. Será o Brasil receber a mesma “ação de ouro”, que a Casa Branca recebeu na privatização da US Steel, garantindo-lhe o "controle total" sobre as decisões comerciais relevantes da empresa privatizada. Só isto. Nada mais!

Hoje na história

05 de agosto de 2025

Comemora-se o Dia Nacional da Saúde. Nascimento do médico e sanitarista Oswaldo Cruz

440 anos da fundação da Paraíba. A data é a fundação de João Pessoa  e feriado no estado

1844 - A Estátua da Liberdade é posta na Ilha Bedloe, hoje Ilha da Liberdade, em Nova Iorque.

1936- Nos Jogos Olímpicos de Berlin, o atleta afro-americano Jesse Owens quebra o recorde olímpico. Adolf Hitler havia planejado que os Jogos fossem uma demonstração da supremacia ariana..

1954-Atentado a tiros na rua Toneleros, no Rio de Janeiro, fere Carlos Lacerda e mata o major-aviador Rubens Vaz. O inquérito militar levou Vargas a se suicidar.

1962- Prisão de Nelson Mandela pelo regime do apartheid. Ele não seria libertado até 1990.

Curtinhas

Frase

“As pessoas felizes lembram o passado com gratidão, alegram-se com o presente, encaram o futuro sem medo (Epícuro).

Filme

“Como eu era antes de você” - De origem modesta e sem grandes aspirações, a peculiar Louisa Clark é contratada para ser cuidadora de Will, um jovem tetraplégico depressivo e cínico.

Hosanas Monsenhor Flávio (I)

“Hosana, hosana-Bendito o que vem em nome do Senhor”. O monsenhor Flávio Medeiros completou 20 anos de ordenação sacerdotal, no dia 4 de agosto. Presidiu o ato religioso, o então Arcebispo Dom Heitor de Araújo Sales. Hoje, 5, a partir das 18 horas, ele estará celebrando missa em Acari, sua terra natal, na abertura da festa de Nossa Senhora da Guia.

Hosanas Monsenhor Flávio (II)

Residente há mais de 15 anos no Vaticano, ele é o cerimonialista da Basílica de São Pedro e acompanha de perto os bastidores das cerimônias e das orações pontifícias. É o religioso potiguar mais próximo da cúpula da Igreja Católica.

Condenação inédita

A condenação sem precedentes de Álvaro Uribe Vélez, ex-presidente da Colômbia, abalou o cenário político do país. O líder mais importante do último quarto de século no país, anunciou um recurso contra sua prisão domiciliar. Foi condenado por “adulteração de testemunhas”, o que é inédito na Colômbia.

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