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Opinião: "Trump quer abandonar UNESCO e prejudica o RN"

Postado às 16h10 | 23 Jul 2025

Ney Lopes

Ao anunciar o afastamento dos Estados Unidos da UNESCO, Trump se prepara para mais um ato de força, que poderá prejudicar o Rio Grande do Norte, na medida em que reduz a liberação de recursos financeiros da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), uma agência especializada das Nações Unidas sediada em Paris, fundada em 16 de novembro de 1945.

É a UNESCO que designa áreas como Patrimônio da Humanidade. Já designou mais de 1.200 delas, desde 1972. Uma das últimas foi o Geoparque Seridó no RN, que recebeu o reconhecimento de território de relevância geológica internacional pela ONU, em 2022. Na hipótese de esvaziamento da UNESCO estará em consequência comprometido o crescimento do Geoparque Seridó, que necessita de recursos para a sua implantação. Atualmente, existem 169 Geoparques Globais da UNESCO, em 44 países.

 A vitória alcançada no reconhecimento do Geoparque do Seridó pela UNESCO remonta aos primeiros passos dados em abril de 2010 pelo geólogo e docente da UFRN, Prof. Dr. Marcos Nascimento, Rogério Ferreira (geógrafo da CPRM) e Carlos Schobbenhaus (geólogo da CPRM), ao proferirem palestra na UFRN de Currais Novos, expondo o início dos trabalhos.

O Geoparque Seridó é território rico nos aspectos naturais e culturais. Envolve seis cidades: Acari, Carnaúba dos Dantas, Cerro Corá, Currais Novos, Lagoa Nova e Parelhas. São mais de 100 mil pessoas vivendo na região. Abrange uma área de 2.800 km² e tem uma das maiores minas de scheelita da América do Sul. As formações geológicas são testemunhas dos últimos 600 milhões de anos da história da Terra e nas suas rochas têm registros de povos antigos que viveram por lá há 10 mil anos.

É lastimável que Trump deseje prejudicar a UNESCO. Ele desconfia das instituições internacionais e é contra a cooperação e o diálogo entre as nações, que forma o chamado multilateralismo. Para o presidente americano, apenas o que for bom para os Estados Unidos deverá ser aceito pelo resto da humanidade. Um tipo de nacionalismo inaceitável. 

Hoje na história

24 de julho de 2025 -

1567 - Mary, rainha da Escócia, é forçada a abdicar. No dia 8 de fevereiro, ela é decapitada e seu filho, James VI se torna rei do país. Após a morte da rainha Elizabete em 1603, ele se torna rei da Inglaterra, Escócia e Irlanda. 1823: Abolição da escravidão no Chile 1833 - Pedro I toma Lisboa de seu irmão, Miguel I. 1893 - Giusepe Garibaldi toma a cidade de Laguna (em Santa Catarina) e proclama a República Juliana. 1911: Hiram Bingham descobre Machu Picchu. 1969 - Apollo 11, a espaço-nave norte-americana que havia levado os primeiros astronautas à Lua, retorna a Terra.1970-A Organização dos Estados Americanos (OEA) recebe denúncia de torturas no Brasil, da Comissão Internacional de Juristas, de Genebra.

Curtinhas

Filme

“O anjo do Mossad” – Netflix - Assessor da presidência do Egito Ashraf Marwan entra em contato com Israel e se envolve no obscuro jogo da alta espionagem.

Frase

“Deixe o afeto te afetar”

Fome de poder

Aliados do vice governador Walter Alves não param de pedir (e até exigir) poderes mais amplos para ele no governo. Querem assumir o comando, antes do tempo.

Candidato que cresce

Coronel Hélio Oliveira (PL) é um candidato ao Senado que pode crescer na esteira do bolsonarismo. Ele está jogando inteligentemente.

Ceará Mirim

Na próxima quarta, 30, o município de Ceará Mirim, RN, fará 167 anos de criação. É uma comunidade atípica, que tem contribuído com nomes de extrema competência em favor do desenvolvimento do Estado. Guardo a recordação de ter sido adjunto de promotor em Ceará Mirim, quando ainda estudante de Direito. Hoje, sobrevive dos amigos daquela época Célio Soares, tabelião aposentado em Natal.

Censura (I)

Até o jornal “Estado de SP”, de posição contrária a Bolsonaro, considera “escandaloso caso de censura” o fato do ministro Alexandre de Moraes impedir que declarações do ex-presidente sejam divulgadas em redes sociais. Quem divulga são os profissionais da imprensa e não o declarante.

Censura (II)

Em 2019, Lula preso por corrupção em Curitiba, concedeu entrevistas. Esclareça-se: Lula estava preso e Bolsonaro está submetido a medidas cautelares. Questionado, o então ministro do STF Ricardo Lewandowski afirmou que não era lícito negar ao réu o “direito de manter contato com o mundo exterior”. Lewandowski ainda afirmou que “a plena liberdade de imprensa é categoria jurídica proibitiva de qualquer tipo de censura prévia”.

Censura (III)

A grande dúvida é se o STF mudou a jurisprudência, que deu direitos à Lula em 2019, ou no, caso de Bolsonaro, optou por dois pesos e duas medidas.

 

 

 

 

 

 

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