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Os excessos da CPI do Senado

Postado às 06h27 | 19 Oct 2021

Adiada a divulgação do relatório final da CPI da Covid, do Senado federal.

Os pontos já publicados pelo “Estadão” geraram polêmica no próprio colegiado.

Independente de posição política, percebe-se que nas acusações feitas pelo relator Renan Calheiros há notório objetivo político.

Falta consistência jurídica, para que alcancem o resultado desejado.

Por isso, os próprios senadores oposicionistas desejam mudar o texto.

Provérbio português – O relator não mede as consequências do ditado, que diz: “Quem vai com muita sede ao pote pode se afogar”.

Genocida - Por exemplo: o presidente Bolsonaro é acusado de genocida, por ter agido de forma dolosa, ou seja, intencional, na condução da pandemia e, por isso, é responsável pela morte de milhares de pessoas.

Dolo – O presidente, pelo seu temperamento intempestivo, cometeu erros políticos e verbais, porém é impossível demonstrar a prova material de “crime doloso” para a destruição proposital da população brasileira (genocídio).

Ações concretas – Há evidencias de aplicação de mais de 300 milhões de vacinas; repasses vultosos de dinheiro para estados e municípios; vacinas novas que estão em elaboração no Brasil, por 15 universidades, bem como sobre os 16 laboratórios que vieram fabricar vacinas.

Tiro no pé –Infelizmente, o relatório, caso não seja alterado, será mais um avanço no clima de radicalização política do país.

No final, poderá ajudar a reeleição de Bolsonaro.

Olho aberto

Risco – Existem opiniões de que o TSE declare a inelegibilidade de Bolsonaro e Mourão, no processo pendente da eleição de 2018.

O deputado Manoel Correa, do PT-MG, foi condenado em caso igual, por disseminação de notícias falsas em aplicativos de mensagens, durante a campanha eleitoral.

União Brasil I – Há insatisfação em áreas do novo partido “União Brasil”, pelo fato do presidente da sigla deputado Luciano Bivar estar indiciado pela prática de crimes como apropriação indébita e associação criminosa. Realmente, incomoda. 

União Brasil II – O partido tem se apresentado basicamente a parlamentares, como a solução ideal para os problemas deles, por dispor de R$ 1 bilhão para investir nas eleições.

Há discordância interna dessa estratégia.

Terceira via – Do jornalista William Waack: “O problema da terceira via não é a quantidade de eleitores, mas o sonho para dizer a eles”.

Não adiantará dinheiro, estrutura de apoios, ou marketing sofisticado. O eleitor deseja acreditar em alguém e votar.

A bussola serão as mídias sociais, informando a  competencia pessoal e a experiencia política do candidato.

O eleitor perceberá os "aventureiros", que buscam a política para a defesa dos seus próprios interesses.

Pesquisas já demonstram,  muitos políticos que já exerceram mandatos com chances de voltarem, desde que tenham ficha limpa e mostrem realizações concretas nos períodos em que exercerem mandatos.

Exemplos - Aluízio Alves sonhou com a energia de Paulo Afonso. Cortez Pereira, com o pioneirismo do projeto de colonização da Serra do Mel e criatório de camarões; JK, com a criação de Brasília; Luther King proclamou “Eu tenho um sonho”, que era a união e coexistência solidária entre populações de negros e brancos.

Shakespeare – Com certeza, a eleição de 2022 buscará o sonho de dias melhores. Afinal, o poeta inglês tem razão: “Um homem que não se alimenta de seus sonhos, envelhece cedo. ”

RN – O vazio e a predominância da mediocridade na política do RN são justamente pela falta de um “sonho”, que alimente a esperança de mudanças estáveis.

Até agora, não há em quem o eleitor possa acreditar.

Repetem-se apenas chavões, “esquemas” afoitados e amostragens  de força econômica.

Tudo se definirá, após o carnaval.

Até lá só balôes de ensaio.

Candidata – Fala-se que o Bolsonaro prepara a esposa Michele para lançá-la na política, como candidata ao senado no DF.

 

 

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