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Pacheco avisa ao DEM que vai se filiar ao PSD e abre caminho para disputa ao Planalto

Postado às 15h22 | 20 Oct 2021

 O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), comunicou ontem à noite ao presidente nacional do DEM, ACM Neto, que vai deixar o partido rumo ao PSD. Na prática, Pacheco abre o caminho para entrar na disputa pela Presidência em 2022, como tem defendido o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.

A definição sobre a troca de partido de Pacheco foi antecipada pela Coluna do Estadão, que revelou, nesta terça-feira, 19, que prefeitos de Minas já estavam sendo convidados para a possível cerimônia de filiação ao PSD já na próxima semana.

A mudança de Pacheco coincide com a decisão do DEM de se fundir com o PSL, dando origem ao União Brasil. A nova legenda tentou manter o senador, mas ainda não há clareza sobre qual projeto político o União vai apoiar no próximo ano. A principal dúvida é relativa à proximidade com o bolsonarismo de grupos influentes na direção do União. Embora ACM Neto tenha dado declarações de que o novo partido terá um projeto político próprio para 2022, não há garantia que não aconteça uma aliança em torno da reeleição de Jair Bolsonaro ou de a legenda simplesmente decidir não lançar ninguém.

Os principais nomes já colocados na disputa pelo União Brasil são o do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM) e do jornalista e apresentador José Luiz Datena, recém filiado ao PSL.

No PSD, ao contrário, as portas foram abertas há pelo menos seis meses para Pacheco liderar um projeto presidencial dentro da chamada terceira via. Kassab tem repetido que considera Pacheco o candidato com o melhor perfil para romper com a polarização estabelecida entre o petista Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Jair Bolsonaro.

Segundo aliados de Pacheco disseram ao Estadão, a data para filiação ao PSD ainda está sendo definida. Apesar da mudança de sigla, Pacheco não deverá assumir imediatamente a disposição de concorrer ao Planalto, até mesmo para evitar de desgastar antecipadamente. Mas, dentro do governo, o presidente do Senado já é visto como um adversário na corrida de 2022.

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